E aí… nos encontramos com nosso conflitos internos…. encará-los ou fugir?  Encare-os, vai doer bem menos!!!“

Os conflitos internos fazem parte da nossa vida. São usualmente descritos como a luta entre a razão e a emoção. Provavelmente você já viveu este tipo de experiência, querer uma coisa e fazer outra, ou ao invés, não querer algo e fazê-lo. Que força é esta que em momentos críticos das nossas vidas se sobrepõem à nossa vontade? Julgo que esta força tem tanto de positivo como de negativo, dependendo sempre da forma como interpretamos esta dualidade que nos confunde e origina um turbilhão de emoções e pensamentos incomodativos. Emoções e  razão, quando se antagonizam geram-nos confusão. Neste estado lábil, ficamos inseguros nas decisões a tomar, podendo conduzir-nos a pensamentos e sentimentos instáveis, que se viram contras nós mesmos. Por vezes, os gatilhos que nos geram conflitos internos são oriundos dos nossos desejos, das nossas ambições, dos nossos sonhos e objetivos. Criamos uma imagem ideal acerca das coisas que julgamos nos fazer bem.

Podemos ainda criar conflitos internos de ordem moral e de ordem pessoal valorativa. Quando por exemplo, fracassamos, quando nos paralisamos pelo medo, quando não investimos em nós. Quando nos sentimos magoados por nós mesmos, quando nos voltamos contra nós mesmos, certamente experienciamos o pior dos conflitos. Experienciamos o conflito interno mais cortante e incompatível com a nossa natureza humana, que é depreciarmo-nos de forma autopunitiva. Sabemos que deveríamos fazer algo para melhorar a nossa vida, mas as ações para lá chegarmos amedrontam-nos, fazem disparar a nossa ansiedade, retiram-nos da nossa zona de conforto. E, quando pensamos no processo que nos levaria ao resultado desejado, deparamo-nos com a dura realidade que só iremos ser bem-sucedidos se nos propusermos a enfrentar alguns incómodos. Em que ficamos? Como resolver este tipo de conflito entre aproximarmo-nos de algo que desejamos muito, e afastarmo-nos das ações que nos incomodam, que nos são difíceis? Como resolver esta zona de ninguém?

É importante não evitarmos os sentimentos que nos causam mal estar e incomodo, não devemos tentar bani-los com estratégias de “fazer de conta que não existem” ou ignorar o desconforto que nos causam. Se sentimos que nos incomodam, se limitam nossos comportamentos e afetam nossa felicidade, precisam inevitavelmente da nossa atenção, da nossa capacidade de interpretá-los e de percebermos o que essas sensações nos estão dizendo acerca da forma como estamos levando a vida.