(continua… A história completa está no blog do site : http://www.viversemaspas.com.br))

Tomei um banho quentinho e delicioso. Apesar de ter chegado gelada e encharcada no meu quarto, me sentia leve e feliz, como há muito tempo não sentia. Me troquei rapidamente pois a “brincadeira” na chuva atrasou um pouco meu horário e nosso ritmo era bem intenso, mas muito bom. 

Após o jantar ficamos aguardando pela decisão de realizar a atividade da noite ao ar livre (como havia sido planejado) ou seguir para o salão, pois ainda chovia muito, por isso, tinhamos praticamente certeza de que iriamos para um lugar fechado, mas como lá a maioria das coisas são planejadas para acontecer “fora da nossa zona de conforto” ( o que agradeço muito), seguimos para a atividade ao ar livre, ou melhor, “a chuva livre”. 

Estavamos com capas, guarda-chuvas e mesmo assim, molhados. Mas o que mais me chamou a atenção, foi o fato de que estavamos bem. Seguiamos na chuva e na lama, conversando e rindo. Esse foi um dos momentos especiais que passei nesse local. Eramos nós, apenas isso, procurando nos reencontrar, procurando nos libertar de nossas dores, crenças, inseguranças e tudo mais que acompanha essa turma. Estavamos sem nossas armaduras, sem máscaras. Estavamos livres, mas ainda não sabiamos disso. 

No meio de toda lama, uma amiga perdeu o chinelo, e lá fomos nós procurar. Outra amiga linda falou com um sorriso nos lábios: “e ainda estamos pagando por isso”. Nesse instante começamos a rir muito, uma risada libertadora, que doia a barriga e deixava a Alma leve. 

Confesso que nessa noite participei de “meia atividade noturna”, pois estava tão bem na bagunça da chuva com meus amigos que só isso já foi uma terapia de muitos meses. 

(Aqui faço uma apausa para lembrar a todos que esses momentos são essenciais para nossas vidas.  Brincar, sorrir, conversar com nossos amigos, são atividades que fazem parte de um conjunto de ferramentas essenciais para nossa saúde mental e emocional). 

A noite terminou na madrugada, e juro que não faço a mínima idéia, até hoje, como aquela atividade foi encerrada. Só me lembro que cheguei ensopada de novo no meu quarto, com os pés cheios de lama e muito, muito feliz. Peguei o telefone e deixei uma mensagem para meu amigo:” obrigada por salvar a minha vida. Te amo.”  

Após outro banho quentinho, já de madrugada, me sentei na cama e rezei. Precisava muito falar com Deus e sabia que ele estava me esperando. Para variar um pouco, chorei (baixinho para não incomodar minhas amigas que já haviam desmaiado), mas foi um choro de liberdade, de esperança e muita, muita, FÉ! 

(continua….)