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Postagens recentes por Renata Salles

Mais forte do que as crenças que me limitavam…

(continua…)

Cinco da manhã. E lá estava eu na sala de meditação, joelhos no chão, olhos fixos na luz da vela e na imagem do porta retrato. Lágrimas nos olhos, mãos em prece e um receio no coração. Era o último dia dessa primeira semana, e embora soubesse que voltaria em seis meses, estava com medo de sair dali. De voltar para a relidade que me aguardava. Me sentia bem melhor, estava esperançosa, sem dúvida, mas não estava forte o suficiente, ainda, para voltar. 

Inclinei meu tronco até a testa tocar o chão e Entreguei minha Vida a Deus. Que Ele me indicasse por onde seguir. Sentei em posição de meditação, fiquei em silêncio e orei, como todo meu coração. 

 

A manhã foi muito gostosa, mas tudo se passou muito rápido, pois me entreguei tanto `a dinamica que realizamos que não senti o tempo passar. Após o almoço voltamos para o salão. Havia uma Energia diferente no ar. Sabíamos que iríamos embora e estavamos aproveitando as ultimas horas juntos com muita Empatia, Afeto e Integração. Os vínculos que criamos nesse local permanecem até hoje e não somos apenas pessoas conhecidas, que participaram de uma experiência em comum, somos irmãos de Alma, companheiros de caminhada pela Vida. E isso não tem preço. 

Aquela semana foi o marco inicial de toda mudança que ainda aconteceria em minha vida e eu não fazia idéia disso na época. Aliás, minha vida já havia começado a mudar, sem que eu soubesse. 

A dinâmica da tarde, que aliás, se extendeu até a noite, foi bem profunda (para variar um pouco). E lá fui eu, tocar as emoções escondidas dentro de mim. Descobri que possuia mais preconceitos e crenças limitantes do que eu gostaria de admitir. Tentando quebrar minhas resistências, fui até onde consegui naquele momento, pois precisava voltar com menos peso na alma e no coração. Durante as vivências, presenciavamos os desafios de cada um e nos apoiavamos mutuamente o que tornava tudo menos desafiador. 

Após o jantar, a noite foi fechada da maneira mais gostosa possivel. Cantamos, dançamos, conversamos, sorrimos, choramos, ou seja, nos permitimos ser Humanos, sem máscaras, sem nada nos impedindo de ser quem realmente somos, e isso é um dos melhores presentes que podemos nos dar. 

Fomos dormir já de madrugada, com o coração leve e repleto de Gratidão! 

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Como crianças na chuva…

(continua… A história completa está no blog do site : http://www.viversemaspas.com.br))

Tomei um banho quentinho e delicioso. Apesar de ter chegado gelada e encharcada no meu quarto, me sentia leve e feliz, como há muito tempo não sentia. Me troquei rapidamente pois a “brincadeira” na chuva atrasou um pouco meu horário e nosso ritmo era bem intenso, mas muito bom. 

Após o jantar ficamos aguardando pela decisão de realizar a atividade da noite ao ar livre (como havia sido planejado) ou seguir para o salão, pois ainda chovia muito, por isso, tinhamos praticamente certeza de que iriamos para um lugar fechado, mas como lá a maioria das coisas são planejadas para acontecer “fora da nossa zona de conforto” ( o que agradeço muito), seguimos para a atividade ao ar livre, ou melhor, “a chuva livre”. 

Estavamos com capas, guarda-chuvas e mesmo assim, molhados. Mas o que mais me chamou a atenção, foi o fato de que estavamos bem. Seguiamos na chuva e na lama, conversando e rindo. Esse foi um dos momentos especiais que passei nesse local. Eramos nós, apenas isso, procurando nos reencontrar, procurando nos libertar de nossas dores, crenças, inseguranças e tudo mais que acompanha essa turma. Estavamos sem nossas armaduras, sem máscaras. Estavamos livres, mas ainda não sabiamos disso. 

No meio de toda lama, uma amiga perdeu o chinelo, e lá fomos nós procurar. Outra amiga linda falou com um sorriso nos lábios: “e ainda estamos pagando por isso”. Nesse instante começamos a rir muito, uma risada libertadora, que doia a barriga e deixava a Alma leve. 

Confesso que nessa noite participei de “meia atividade noturna”, pois estava tão bem na bagunça da chuva com meus amigos que só isso já foi uma terapia de muitos meses. 

(Aqui faço uma apausa para lembrar a todos que esses momentos são essenciais para nossas vidas.  Brincar, sorrir, conversar com nossos amigos, são atividades que fazem parte de um conjunto de ferramentas essenciais para nossa saúde mental e emocional). 

A noite terminou na madrugada, e juro que não faço a mínima idéia, até hoje, como aquela atividade foi encerrada. Só me lembro que cheguei ensopada de novo no meu quarto, com os pés cheios de lama e muito, muito feliz. Peguei o telefone e deixei uma mensagem para meu amigo:” obrigada por salvar a minha vida. Te amo.”  

Após outro banho quentinho, já de madrugada, me sentei na cama e rezei. Precisava muito falar com Deus e sabia que ele estava me esperando. Para variar um pouco, chorei (baixinho para não incomodar minhas amigas que já haviam desmaiado), mas foi um choro de liberdade, de esperança e muita, muita, FÉ! 

(continua….)

 

 

 

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O dia em que tudo mudou…

No sexto dia acordei mais leve, sentia uma paz suave e minha mente não estava me sufocando como antes, pelo menos, estava conseguindo ter alguns momentos de tranquilidade. 

Levantei as cinco da manhã novamente, para conversar com Deus, em particular, naquela sala linda. Entrei, tudo estava escuro, apenas uma vela acesa iluminava o lindo porta retrato. Me sentei bem perto daquela imagem. Na escuridão, apenas nós dois estavamos iluminados por aquela chama. E na minha vida, me sentia exatamente assim. Até pouco tempo estava na escuridão, mas agora conseguia enxergar a Luz e sentia que Ela me envolvia com Amor. 

Fixei os olhos na imagem e deixei que as lágrimas carregassem para fora do meu corpo as dores que ainda sentia. Não queria pedir nada. Apenas entregar, confiar e agradecer. Nossos olhos se encontraram e passamos a ser um só. Por alguns instantes, não sentia mais o contato do meu corpo com o chão e me sentia em outro local, com muita Paz e Amor me envolvendo. 

Não sei quanto tempo fiquei lá, nesse encontro iluminado. Foi uma das experiências mais lindas de toda minha vida e sem que eu soubesse iria mudá-la para sempre. Quando abri os olhos havia uma pessoa perto de mim, tentando pegar um pouco daquela Luz, joelhos e testa no chão, em sinal de entrega. Eu podia ouvir que também estava chorando. Me levantei de vagar, e sedi meu lugar para ele, indo me sentar mais para trás, me preparando para meditar. 

As pessoas começaram a entrar, sentando-se nas almofadas. Ao final das atividades da manhã, durante o relaxamento, senti uma Luz envolvendo meu corpo, e pedi para que Ela ficasse comigo durante esse dia, me ajudando a ver aquilo que não estava conseguindo, me dando forças para caminhar por onde ainda tinha medo. 

Segui para o café da manhã com o coração leve. Como era bom me sentir assim. Durante o café conversei com várias pessoas. É muito bom poder trocar experiências de vida. Sentir que não estamos sozinhos e acima de tudo acreditar que é possível recomeçar. Após o café seguios para o salão, sob muita, muita chuva. Lá, tivemos uma “aula” sobre assuntos essenciais a vida, que me orientam até hoje e me sustentam quando não sei o que fazer. Essa “aula” continuou pela tarde a fora e vivenciamos tudo o que nos foi transmitido em teorias. É uma experiência única, indescritível, podermos ficar frente a frente com nossas emoções, medos, inseguranças e ao final do dia ainda agradecer por isso. 

Física, mental e emocionalmente cansada, terminei a dinamica, já no final da tarde. Chovia muito ainda, e sai do salão sem pegar meu guarda chuva. Precisava “lavar” tudo o que ainda estava em mim, e para isso, nada melhor do que a água que vinha direto do céu. Muitas pessoas fizeram o mesmo, e começamos a brincar na chuva, como crianças, correndo, sorrindo, chorando, nos abraçando e apoiando mutuamente, incondicionalmente. 

Cheguei no meu quarto ensopada e muito, muito feliz….

(continua…)

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março 10, 2019

O terceiro, quarto e quinto dias foram bem intensos. A rotina de práticas matinais eram realizadas na mesma sequência e cada vez mais eu me sentia parte de tudo aquilo. Nesses três dias acordei as cinco da manhã, só para chegar `a sala de meditação e conversar com Deus em particular. Para mim, naquela época, dentro daquela sala, ELE me “escutava melhor”. Havia uma paz muito envolvente. Um silêncio acolhedor e eu podia sentir que ELE falava comigo durante a meditação. 

As atividades foram lindas e intensas. Comecei a sentir, a cada dia, que alguma coisa estava mudando dentro de mim. Meu medo estava diminuindo desde o dia em que o olhei de frente. Minha insegurança já não me rondava mais. Pela primeira vez, após muitos anos, voltei a ter confiança em mim, a acreditar que era possível recomeçar, lutar e enfrentar o que tivesse que enfrentar para salvar minha vida e tudo o que eu acreditava. 

Hoje, escrevo apenas esses dois parágrafos, para que todos possam parar e pensar que por mais que possamos nos sentir, muitas vezes, fracos, abandonados, perdidos, existe sim, uma Força Maior dentro de cada um de nós pronta para nos ajudar a renascer. Só precisamos acreditar…

(continua…)

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Acolhendo minhas sombras…

(continua…)

Quando fiquei sabendo da dinâmica que teriamos que realizar, minha primeira reação foi de fulga. Pedi licença para as pessoas, me levantei e fui tomar aguá (no bebedouro “mais longe possível”). Mas sempre que meu mecanismo de fulga era ativado, lá vinha a voz do meu amigo na minha mente: “não fuja, você precisa enfrentar seus medos”. 

Pensei então, “bom, já estou aqui. Se não enfrentar agora, vou voltar com essa carga toda e não tenho mais forças para carregá-la.” Entre um momento de raiva e gratidão por tudo o que meu amigo já vinha me dizendo há meses, respirei fundo, voltei para o salão, e me entreguei `aquele momento. 

Foi uma das experiências mais doloridas e libertadoras pelas quais já passei na vida. Ao final da tarde, já com os olhos pequenos de tanto chorar, me deitei no chão do salão (sem me importar com as pessoas por perto, aliás, algumas seguiram minha idéia) abri os braços e deixei que meu corpo descansasse. Me sentia exausta e ao mesmo tempo mais leve. Uma nova amiga se deitou ao meu lado, também com os olhos cheios d’agua, segurou minha mão e disse: “parabéns para nós, sobrevivemos”. Me senti tão acolhida nesse momento que me virei e lhe dei um abraço. Era como se já a conhecesse há anos. Essa é uma das “mágicas” desse local. Ninguém sustenta suas máscaras por muito tempo, somos quem realmente somos nesse mundo. Expomos nossa vulnerabilidade, medos, inseguranças e juntos nos fortalecemos. 

Voltei para minha posição inicial e ficamos lá por mais alguns minutos, deitadas, mãos dadas e braços abertos. Conversamos muito, choramos, rimos e agradecemos. Levantamos, apenas, quando nos avisaram que deveriamos tomar um banho e em seguida seguir para a sala de meditação. Dei um abraço bem apertado na minha “nova velha amiga” e segui para o meu quarto. 

Quando, após o banho, cheguei a sala de meditação, senti como se ela me estendesse a mão dizendo: “pode entrar, sei que está cansada, mas isso vai passar”. Em silêncio, entrei, peguei uma almofada e me sentei. Olhos fechados, respiração leve, mente calma, coração aberto. Foi assim que comecei a meditar e pela primeira vez, senti o que significava meditar. 

Ao final, com quase ninguém na sala, me levantei e fui até o lindo “altar” de velas, flores e imagens. Me ajoelhei, curvando meu corpo até que minha testa encostasse no chão e entreguei todas as minhas dores, alegrias, esperanças e sonhos e com um sentimento imenso de gratidão no peito segui para o refeitorio. 

No caminho percebi que estava sem fome e que a noite estava linda. Como teríamos a noite de folga, para dormirmos mais cedo já que começariamos bem cedo no dia seguinte, fui para um lugar muito agradável e sob o céu estrelado, estendi minha manta na grama e fiquei lá deitada olhando as estrelas, me sentindo viva e conversando com Deus…(continua…)

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Uma Energia que me chamava…

Acordei no segundo dia me sentindo confusa. Uma mistura de felicidade, medo, insegurança, e também um novo sentimento, que até então estava bem tímido dentro de mim, a esperança. Alguma “coisa” em mim havia sido tocada. Algo que pedia por carinho e acolhimento há muito tempo. Hoje reconheço que era minha essêcia pedindo socorro, mas na época, ainda não fazia a menor idéia. 

O relógio marcava cinco da manhã. Lá fora estava frio e bem escuro ainda, mas mesmo assim, eu precisava sair e ir para a sala de meditação. Me sentia atraida por ela, por sua Paz e Tranquilidade. Levantei, peguei minhas coisas e segui para lá. Não havia ninguém ainda. Estavamos sós, apenas eu e ela, com suas flores, almofadas, colchonetes, velas e imagens. Por falar em velas, havia apenas uma acesa, iluminando um lindo porta retrato. Fiquei com uma enorme vontade de acender as demais mas me conti, afinal de contas, estava chegando agora, não conhecia as regras do local. Me ajoelhei em frente aquela linda imagem e comecei a rezar. Na verdade foi mais uma conversa do que uma oração. Mas foi uma das melhores conversas da minha vida (logicamente com algumas lágrimas). Não me lembro de ter chorado tanto como nessa semana, mas foi libertador! 

Terminei minha oração, fiz uma reverência, encostando minha testa no chão em sinal de entrega (como uma pessoa havia me ensinado no dia anterior). Entrega de pesos que não precisava carregar mais. Me levantei e sentei sobre uma almofada para meditar,  mas as velas apagadas ainda me incomodavam. Olhei para os lados, não havia ninguém. Levantei novamente, peguei uma caixa de fósforos que estava bem guardada atrás das flores a acendi as velas que faltavam. Agora sim, satisfeita, me virei para voltar a  almofada, mas dei de cara com uma das pessoas que trabalham no local. Fiquei vermelha de vergonha e congelada com a certeza absoluta de que levaria uma bronca (como criança que é pega no exato momento da arte realizada). 

Mas aquela pessoa simplesmente sorriu para mim (lógico que sentiu minha aflição, ela era praticamente palpavel), agradeceu por ter acendido as velas e seguiu até uma extremidade da sala sorrindo e se sentou em silêncio. Mergulhei na minha almofada, fechei os olhos e tentei meditar. Imagens vinham a minha mente, e eu podia ouvir meu coração ainda acelerado pela aventura que acabara de realizar. Meditar assim parecia impossivel. Então comecei a repetir em minha mente um mantra que havia aprendido no dia anterior. Aos poucos minha mente foi se acalmando e quando dei por mim, já haviam várias pessos na sala. 

Acompanhei as atividades da manhã me sentindo mais leve. Ao final, saimos para tomar o delicioso café da manhã. Nesse dia me permiti conhecer outras pessoas e conversar (como gente), ao contrário do primeiro dia, que passei dentro da minha concha. 

Após o café, partimos para o salão grande, onde assistimos a um filme muito interessante seguido por explicações maravilhosas da pessoa responsável pelo local. Aquela voz me trasmitia uma Paz deliciosa e as lágrimas escorriam livremente. Após as explicações fomos divididos em grupos para uma outra dinâmica, onde tive que “conversar” com sentimentos e emoções até então escondidos dentro de mim…(continua…)

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Frente a frente com a dor…

O almoço foi delicioso também (aliás, a comida desse lugar, além de saborosa demais, vem carregada com muita Energia Positiva, uma das características da pessoa maravilhosa que é responsavel pela alimentação). 

Após almoçarmos e passarmos rápidamente pelo quarto, voltamos para o grande salão que estava arrumado com muitos colchonetes espalhados pelo chão. Fomos orientados a nos deitarmos de lado (lado esquerdo, pois é melhor para o processo digestivo), mantendo silêncio, enquanto uma música muito suave e gostosa ocupava todo o ambiente. Acabei dormindo, como muitas pessoas. Acordei com uma voz suave falando um boa tarde muito, muito tranquilo, e assim, começamos as atividades da tarde. 

Fomos divididos em grupos (muitos grupos, pois estavamos em mais de cem pessoas). Recebemos as orientações para desenvolvermos a dinâmica sugerida e lá fui eu. Estava na hora de começar a dar os primeiros passos em direção ao meu mundo interior. Minha resistência, no começo, era tão grande que quase podia tocá-la. Mesmo assim, e com a voz do meu amigo que não saia da minha mente: “você precisa ter Paz”, segui em frente. Havia alguma coisa diferente dentro e fora de mim. Alguma coisa que me dizia para não desistir, para acreditar, que como tudo na vida, aquilo que eu estva vivendo, também iria passar. 

Ensaiamos a dinâmica sugerida e voltamos para o salão. Cada apresentação (realizada por cada grupo) mexia com minhas emoções de uma maneira profunda, e para variar um pouco, lágrimas escorriam pela minha face, em uma mistura de alegria, dor, medo, esperança. 

Após as apresentações, já no final da tarde, participamos de uma aula de yoga deliciosa, finalizada com um relaxamento profundo e seguida de um momento mágico de meditação. As velas foram acesas, e o sol se recolhia vagarosamente como se quisesse acompanhar tudo o que estavamos fazendo. Foi uma das cenas mais lindas da minha vida. 

Durante a meditação, mais uma vez, as lágrimas vinham em uma velocidade absurda. Era como se meu corpo estivesse se livrando de tanta dor, medo e insegurança acumulados por anos. Um leve som avisou sobre o final da meditação e fomos liberados para tomar um banho e jantar. Fiquei imóvel, continuei sentada, em posição de meditação, mas agora com os olhos fixos nas velas, pedindo para que queimassem tudo aquilo que eu precisava e queria me libertar. Orei. Como jamais orei em minha vida e ao final, fiquei ali, por alguns minutos deitada no chão, com um sentimento imenso de gratidão por estar ali.

Só me levantei quando uma mocinha muito educada veio me convidar a tomar um banho e jantar pois após o jantar voltariamos para esse salão. Peguei as emoções e os pensamentos espalhados pelo chão e segui para meu quarto. Durante o banho, chorei muito. Foi impressionante meu processo de catarse (esse termo provém do grego “kátharsis” e é utilizado para designar o estado de libertação psíquica que o ser humano vivencia quando consegue superar algum trauma como medo, opressão ou outra perturbação psíquica), e ele estava apenas começando. 

Vivi isso, e hoje, falo constantemente para todos que depressão não é uma escolha. É uma doença muito séria que começa silenciosamente dentro de nós e pode sim, levar a vida embora. Minha sorte é que fui “diagnosticada” por um amigo em quem sempre confiei muito, ou seja, tudo o que ele fala (até hoje) eu paro para pensar. 

Bom, voltando. Após o jantar (também maravilhoso) caminhamos para o salão onde assistimos a um teatro lindo, realizado pelas pessoas que trabalham nesse local. Uma linda história envolvendo a vida, nossas emoções, expectativas, dores, superações e FÉ! Após um emocionante encerramento, nos despedimos e seguimos para nossos quartos.

A noite estava linda. A lua iluminava o céu repleto de estrelas e tudo mais. Me deitei sobre a grama e fiquei observando aquele maravilhoso presente de Deus. Era um momento só nosso, eu e ELE e ninguém mais! 

(cintinua….)

 

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Diminuindo minhas próprias cobranças…

Acordei as seis da manhã, conforme combinado, e para minha surpresa não estávamos em seis pessoas mas apenas em três! Senti ao mesmo tempo, alívio e desconforto por pensar assim, mas era novidade demais para mim no momento, então, como havia prometido para mim mesma e para meu amigo, o tempo que passasse aqui diminuiria a autocritica e cobranças. Comecei então, a exercitar!! 

Saimos do quarto em direção ao local combinado para meditarmos (seria minha primeira vez). Estava apreensiva para variar um pouco, então, lembrando da frase de uma amiga : ” se permita encontrar a Paz”, respirei fundo e mandei aquele sentimento a ***** , o que para mim, já foi um progresso, pois costumava amordaçar emoções e sentimentos e para piorar as coisas, falava para mim mesma que estava tudo bem. 

O local reservado para meditarmos era muito agradável. Uma combinação perfeita de velas, flores, imagens, almofadas, colchenetes e muita Paz! Deixamos os sapatos do lado de fora e entramos em silêncio. Me sentei sobre uma almofada, cruzei as pernas em posição de meditação, fechei os olhos com a imagem daquele local em minha mente, e nesse momento, uma deliciosa sensação de Gratidão por estar lá tomou conta de mim. Em silêncio, eu rezei, entreguei tudo o que estava vivendo aquele local. Sentia as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, assim como sentia uma brisa suave me envolvendo. 

Não me lembro por quanto tempo permaneci assim. Só recordo que voltei a abrir os olhos quando ouvi uma voz muito suave e acolhedora dizendo bom dia e nos pedindo para a acompanharmos em algumas posturas de yoga. 

Durante as práticas, sentia que meu corpo procurava seu lugar no mundo, dentro e fora de mim. Continuei acompanhando aquela pessoa gentil que estava nos conduzindo, enquanto as lágrimas não paravam de surgir. Terminamos essa atividade com um gostoso relaxamento (e mais lágrimas). Ao final do relaxamento, haviam mais pessoas (que trabalhavam no local) na sala. Elas se apresentaram e nos convidaram a seguir em direção ao refeitório. Levantamos em silêncio, mas esse, acabou rapidinho quando lá chegamos. 

O café foi maravilhoso e de lá seguimos para um grande salão, onde nos apresentamos e ficamos conhecendo a pessoa responsável por toda essa estrutura de trabalho e lá ficamos por algumas horas. 

Foi um momento único, de grande emoção, onde nos abraçamos e choramos muito ao final, antes de irmos almoçar. Algumas experiências não podem ser descritas. Elas são personalíssimas! Já nesse momento do primeiro dia, comecei a perceber que alguma coisa estava acontecendo dentro e fora de mim… (continua…).

 

 

 

 

 

 

 

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Quebrando crenças…

Após uma longa caminhada, cheguei em frente ao meu quarto. Bom, na verdade, era uma casa com varios quartos que possuiam varias bicamas. Um lugar muito gostoso e interessante. Entrei. Coloquei minha mala enorme sobre uma bancada próxima `a cama e fiquei sentada por um tempo, apenas tentando colocar os pensamentos no lugar, enquanto minha mente perguntava:” e agora? Você dirigiu por seis horas para um lugar que não conhecia e vai ficar em um quarto com mais cinco pessoas que também não conhece. E isso vai te ajudar a sair de uma depressão?” 

Antes que minha mente continuasse a me incomodar, minhas novas amigas entram no quarto, e um sorriso enorme apareceu nos meus lábios, ao mesmos tempo em que enviava uma mensagem para minha mente: “tá vendo, não serão cinco pessoas desconhecidas”. 

Começamos a tirar algumas coisas da mala enquanto conversavamos. O tempo passou calmamente até que chegou o momento de jantarmos. Juntas fomos ao local onde as refeições eram servidas e uma sensação muito agradável me acompanhava conforme caminhavamos. Havia um forte sentimento de esperança de que tudo isso valeria a pena. 

A comida era maravilhosa, e embora, ainda estivesse na “minha bolha emocional” durante o jantar conversei com algumas pessoas muito interessantes e simpáticas. Ao final do jantar, uma pessoa veio nos informar que acordaríamos cedo, `as 6:00 horas, para meditarmos, fazermos yoga e depois tomar o café da manhã. 

Cansada, fui para meu quarto, e sem me importar com quantas pessoas haviam lá, adormeci…

(continua…)

 

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A chegada….

Já passava das quantro horas da tarde quando chegamos. Olhos observando tudo ao redor. Uma sensação de acolhimento e esperança invadia meu coração, ao mesmo tempo que muitas coisas passavam pela minha cabeça. Mesmo com muitos questionamentos internos, precisava acreditar que aquele lugar me “salvaria”, me devolveria a Fé, a Esperança que sempre tive. 

Estacionei com calma, olhando com curiosidade ao meu redor. Tiramos as malas do carro (detalhe: pelo tamanho da minha mala as pessoas achavam que eu passaria um mês e não uma semana apenas, daí, dá para se ter uma idéia do exagero), e seguimos para a recepção. 

A recepção foi um dos lugares que chamou muito minha atenção. Observei que muitas pessoas se abraçavam demoradamente, sorriam muito, até para quem não conheciam e isso para mim, na época, era uma raridade. As pessoas também falavam muito “Namaskar” ( ” O Deus que habita em mim, saúda o Deus que habita em você”), palavra que caminha comigo até hoje pela linda Energia e Respeito pelo Ser Humano que somos.

Conversei com algumas pessoas enquanto esperava minha vez para fazer o check in e descobri que ficaria em um quarto com mais seis pessoas, o que para mim, na época, foi desafiador, não só por nunca ter vivido isso mas porque estava tão acuada em meu mundo que ficar quieta e sozinha me trazia um alivio imenso. 

Respirei fundo, peguei minha chave, a mala enorme e segui para meu quarto que ficava longe, bem longe da recepção. Mas o caminho até o quarto já valeu a distância. Tudo era muito lindo e me passava uma esperança de que eu receberia a ajuda que tanto precisava…

(continua…)

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