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Do fio do cabelo ao fundo da Alma

Do fio do Cabelo ao fundo da Alma. 

Que preço sua Alma esta pagando para manter seu cabelo na moda? Parece uma pergunta estranha não é? Mas infelizmente, o grande aumento do número de pessoas com depressão e ansiedade tornam essa, uma pergunta necessária, pois muitas pessoas estão vivendo, baseando sua felicidade na aparência e conquistas materiais, e hoje, para piorar, baseiam-se no número de “curtidas” que recebem nas redes sociais. 

Estamos no pico do individualismo, na ausência absurda da Empatia por uma geração que não consegue se colocar no lugar do outro, afinal, o outro não passa de uma tela. E se alguém não gosta de alguma coisa, esse alguém, deleta e pronto. 

Acontece que não dá para deletar emoções e sentimentos e eles pulsam em nós. Pulsam tão violentamente que perdemos muitas vezes a noção do que estamos falando ou como estamos agindo. É o aprisionamento do Ser Humano pelas suas próprias emoções e sentimentos. 

Do fio do cabelo ao fundo da Alma, me traz a noção do todo, de todos nós. Nosso Corpo, nossa Mente e nossas Emoções e Sentimentos. Um corpo gritando por respeito e aceitação, uma mente atrapalhada com as emoções geradas pelos pensamentos de tudo o que temos que corresponder, submeter ou aceitar.

E para que? Para ser amada(o)? Quem merece estar ao nosso lado, não se preocupa se nosso cabelo está ou não na moda. Se preocupa se estamos bem, se estamos sentindo a felicidade por aquele único e simples momento onde duas pessoas se encontram. 

As pessoas precisam parar de arranhar a Alma, de ignorar os sentimentos e emoções. Precisam se reconectar novamente com a essência humana que ainda vive dentro de cada um e que é a única que pode nos conduzir à verdadeira felicidade, seja com o cabelo arrumado ou descabeladas(os). 

Com carinho, 

Renata 

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Sim, eu fiz 50 anos!! UAU!!

Lendo o rascunho desse texto, uma amiga me disse: “tá doida? Por que você vai publicar sua idade?”

Com um sorriso nos lábios, e apontando para ela, respondi: “exatamente por isso, pois esse tipo de reação precisa parar! E tirando uma dorzinha aqui e outra alí, me sinto muito bem comigo mesma. E o mais importante, pare para pensar Clara, em tudo o que vivi, tudo o que consegui construir em minha Vida, cada tombo, cada levantada, cada lágrima, cada sorriso, cada taça de vinho a mais…cada amor, cada sonho que já toquei fazem parte dessa história e aprendi muito com tudo isso. Por que então eu deveria negar em mim ou nos outros parte de uma história de Vida tão duramente desbravada?” Respondi. 

” Ok, você tem razão…, mas apenas em parte. Ainda continuo achando que o tal número do seu título deveria ser preservado, afinal, não se esqueça, também, que vivemos em um mundo onde o preconceito e a hipocrisia ainda reinam, ” Disse Clara, levantando as sobrancelhas. 

Ficamos em silêncio um pouco,

 

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Adeus memórias, passem bem…

Após três horas de conversa, ao pé da árvore, eu a vi sair. Olhos ainda marcados pelas lágrimas, mãos suavemente trêmulas pelas emoções, passos cautelosos, mas firmes. Ela havia sido despedaçada pelas memórias de tudo o que viveu nos últimos anos, mas preferiu enfrentá-las e não anestesiar-se. 

Não me lembro de ter sentido tanto orgulho de uma pessoa nos últimos tempos, como senti daquela mulher, ali, na minha frente, caminhando em direção ao por do sol, dentro do seu silêncio libertador, apenas com as mãos estendidas para frente como quem anseia tocar o futuro, numa medida desesperada de sair do presente, mas mesmo assim, aguentando firme. 

Sentou-se no chão, joelhos próximos ao corpo, envolvidos pelos braços. As lágrimas ainda deslizavam, mas seu olhar estava fixo no por do sol, como se ele pudesse salvá-la. Era a mente lutando para acreditar que tudo na vida é cíclico, que um dia, tudo passa, seja bom ou não. 

Respeitei seu silêncio e fiquei na biblioteca da minha mente pesquisando porque fizeram tudo aquilo com ela. Por ser mulher? Por não ter o direito de ser feliz já que para isso precisaria sair da sua zona de conforto?  Que “porcaria social estavam fazendo com ela?” Falei baixinho. Mas depois me toquei que as feridas mais profundas da sua Alma não vinham da hipocrisia social mas dos vínculos mais íntimos de seus relacionamentos. Sim, ela amou. Amou demais. Amou ao ponto de se esquecer quem era, em prol dos outros, aliás, em prol das mesmas pessoas que a magoaram absurdamente.

Após longos minutos, o sol se pôs, mas não me movi. Fiquei lá, aguardando-a. Respeitando o seu tempo. Aliás, eu não saberia como interromper aquele momento, pois parecia libertador para nós duas. A noite caiu, e vi que lentamente ela foi entregando seu corpo à grama suave. Me levantei e fui em sua direção, sentei suavemente ao seu lado e com um sorriso perguntei: “você está se sentindo bem?”. E olhando no fundo dos meus olhos ela me disse: “se eu pudesse morrer agora, morreria feliz, mas ainda gosto de ficar vendo esse por do sol. E decidi que daqui para frente, essas marcas da minha Alma ficam aqui, nessa terra. Elas morreram, e com elas um pedaço de mim, mas posso me reinventar, como você falou. Posso ser quem eu quiser, e pensar nisso me traz paz. Então vamos, pois como disse Edgard Abbehusen: 

“Você precisa aprender a ser livre, menina.
E quem chegar que se vire pra aprender a conviver com você e essa tua liberdade.”

Com carinho,

Renata

 

 

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UAU, enfim, cinquenta!!

Lendo o rascunho desse texto, uma amiga me disse: “tá doida? Por que você vai publicar sua idade?”

Com um sorriso nos lábios, e apontando para ela, respondi: “exatamente por isso, pois esse tipo de reação precisa acabar! E tirando uma dorzinha aqui e outra alí, me sinto muito bem comigo mesma. E o mais importante, pare para pensar, em tudo o que vivi, pois você vem acompanhando há mais de vinte e cinco anos, tudo o que consegui construir em minha Vida, cada tombo, cada levantada, cada lágrima, cada sorriso, cada taça de vinho a mais…cada amor, cada sonho que já toquei fazem parte dessa história e aprendi muito com tudo isso. Por que então eu deveria negar em mim ou nos outros parte de uma história de Vida tão duramente desbravada?” Respondi.

” Ok, você tem razão…, mas apenas em parte. Ainda continuo achando que o tal número do seu título deveria ser preservado, afinal, não se esqueça, também, que vivemos em um mundo onde o preconceito e a hipocrisia ainda reinam, ” Disse minha determinada amiga, levantando as sobrancelhas.

Ficamos em silêncio um pouco, e quando nos olhamos começamos a rir juntas. e com um soco no ar ela me disse: “Rê, escreve tudo ai e mande a merda o preconceito e a hipocrisia toda, afinal, fala sério, né, o que adianta passar tudo pelo que você passou ( e ainda passa) e se preocupar com um número? É isso ai, manda ver e aproveita e coloca ai nesse texto que sua amiga tem mais de cinquenta e continua “com tudo”, só não fala meu nome para criar um ar de mistério, que adoro.” Completou esse ser humano lindo, que amo muito, rindo muito dela mesma.

Bom, texto liberado, amiga sentada ao lado só para ver o que eu escreveria, aqui volto.

Pois é, cheguei aos cinquenta, UAU. E isso é muito interessante.

Mas vamos voltar um pouco na história. Ontem a noite, com essa mesma amiga, via Skype, conversávamos a respeito das mudanças trazidas pelo tempo, dentro e fora de nós mesmas. E entre várias descobertas, logicamente falamos de rugas, e outras coisinhas mais, e o que adoro nessa minha amiga, entre outras coisas, é que ela odeia o “papo filosófico” (expressão usada por ela), de que rugas são marcas deixadas pelo tempo através das experiências que vivemos.

Como ela mesma diz: “Rê, você é zen demais para mim, as minhas marcas do tempo e das experiências que passei na Vida são minhas e carrego na memória, como grandes aprendizados, agora, meu rostinho e corpinho lindos, amam botox e academia, e assim nos damos muito bem, pois a cada manhã vejo que as “coisas” estão legais, acordo pra cima, me arrumo muito bem para ir trabalhar, recebo umas paqueradas pelo caminho (a autoestima agradece) e sigo meu ritmo numa boa! Se meditar te faz tão feliz quanto o botox me faz, então, siga em frente!! “.

Isso que faz nossa amizade ser perfeita, somos diferentes e iguais em muitas coisas. E aqui, cheguei no ponto central desse texto: Amizade.

Durante essa caminhada pela Vida, fui da depressão a plenitude, e não uma só vez. E posso garantir, que amigos (e o meu terapeuta) são os anjos enviados por Deus para nos guiar quando perdemos a referência na vida; quando as dores da Alma se tornam quase insuportáveis; quando deixamos de acreditar que amanhã pode ser diferente. Amigos nos lembram de quem somos e os meus são bons demais em fazer isso!!

Se hoje me sinto bem, é por causa deles, e da Fé que sempre carreguei no coração, mas infelizmente me afastei algumas vezes. Afastamentos esses, que eram “reajustados” por esses amigos, me trazendo de volta para o caminho que me conduzia novamente para essa Fé e assim, me fortaleciam a cada dia. Foi um período de grande aprendizado. E naquele momento, vi que precisava ajudar as pessoas, que assim como eu, passavam por momentos desafiadores na Vida. Fiz da minha profissão um propósito, de ajudar o maior número de pessoas possível, de mostrar que todos nós podemos recomeçar sempre, a cada dia.

E assim, com muito estudo, pesquisa e prática, nasceram os projetos sociais, para crianças e adolescentes em áreas de vulnerabilidade social e para mulheres vítimas de violência física ou psicológica. Passei a dividir meu tempo entre a clínica, os projetos sociais em diferentes áreas do Rio de Janeiro, as palestras e as horas dedicadas ao meu livro, que em breve será apresentado à vocês.

E foi no meio de toda essa correria que os cinquenta chegaram. Mas chegaram com calma, numa boa, entre uma taça de vinho e outra, entre fogueiras realizadas pelos amigos, entre o mar, entre as montanhas, entre … (pausa para o comentário da minha amiga: “vai falar também do coração apaixonado, já que está contando praticamente tudo?”). “Não, não vou, e ele não está apaixonado, está “de boa”, como disse nosso grande amigo” (respondi).

Mas vou falar que a Vida vale cada segundo, e que sim, tudo passa, tanto as coisas boas como as mais desafiadoras, por isso, precisamos viver cada dia da melhor forma possível, por nós mesmos. E sempre acreditar que é possível encontrar alguém que nos ame, respeite e queira ver um por do sol lindo ao nosso lado.

“Rê, essa última frase me lembra você com vinte anos. E sei que é essa que está aqui ao meu lado. Me prometa que você nunca vai crescer e deixar de ser assim, ok?” (falou minha linda amiga). E eu prometi.

“Ok, mas a imagem do texto eu escolho, afinal sou praticamente coautora desse texto e sei que se deixar para você vai ter outra foto zen, e os cinquenta ficam melhores com uma foto ao meu estilo.” (ela adora fazer as finalizações). E eu concordei, já imaginando a imagem!

E assim, como essa gostosa amizade, comecei mais um Novo Ciclo de Vida, com alegria, paz, empatia, muito, muito amor no coração e muita, muita Fé!!

Com carinho,

Renata e amiga gata misteriosa (descrição dada por ela – adoro sua modéstia).

 

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A Vida me ensinou na prática, a curar as feridas da Alma

Todo Ser Humano passa por momentos desafiadores na Vida, e, comigo, não é diferente. Costumava estar tão centrada em meus problemas que os alimentava sem perceber, pois tudo aquilo em que depositamos nossa atenção, se fortalece, mesmo se pensarmos: “não quero mais pensar nisso”, pois dessa forma, ainda estamos dedicando tempo e Energia para um foco do qual buscamos nos afastar. 

Parece contraditório não é? Como não querer alguma coisa faz com que ela se torne mais forte na minha Vida? A resposta é simples: Foco e Energia. 

Todos os nossos pensamentos geram Energia, Sentimentos, que reverberam dentro e fora de nossos corpos, podendo inclusive fortalecer nosso sistema imunológico ou adoecê-lo. 

Assim, num belo dia, apesar de todos os sinais possíveis enviados que eu insistia em não ver, a Vida já cansada de me observar caminhando em ciclos nada saudáveis, resolveu me ensinar na prática que “Eu Posso Mudar Minha Realidade”.

E assim, lá fui eu trabalhar com crianças e adolescentes em estado de vulnerabilidade social em áreas de risco no Rio de Janeiro. Quando falamos no Rio de Janeiro, infelizmente já visualizamos um “certo” risco, imagine quando falamos em “áreas de risco dessa linda cidade”. E para completar, não fui à procura desses trabalhos, eles, simplesmente, surgiram na minha Vida. Ou seja, quando a Vida resolve te ensinar, não tem para onde fugir.

Confesso que cheguei entusiasmada para começar esse novo trabalho, e como não poderia deixar de ser, a Vida mais uma vez, estava certa. No primeiro dia, em contato com crianças e adolescentes que vivem realidades fora da nossa capacidade de imaginação, acabei me desconectando, completamente, dos meus problemas e tristezas. E com isso, eles foram sendo solucionados, cada um, a seu tempo. 

Não estou dizendo que hoje, minha Vida é um lindo jardim florido, muito pelo contrário, ainda passo por situações bem desafiadoras, mas não me coloco mais na posição de vítima ou alimento a raiva, a decepção ou a angústia dentro de mim. Aprendi, com todas aquelas crianças e adolescentes, durante nossos trabalhos e brincadeiras envolvidos em muito afeto e respeito, a agradecer TODOS os dias, da hora que acordo até o momento em que coloco a cabeça no travesseiro. Esse simples gesto muda nosso olhar para a Vida e assim, consequentemente, nossa realidade também começa a mudar. 

Mesmo nos dias em que a Vida enviava testes mais intensos para ver se eu estava mesmo aprendendo a lição, apesar de sentir a proximidade da angústia, tirava Forças de dentro de mim, e continuava a seguir em frente. Acredite, se eu consegui superar es experiências que tive até hoje, você também poderá superar as suas. JAMAIS DESISTA DE VOCÊ! JAMAIS DEIXE DE ACREDITAR QUE EXISTE SIM, UMA ENERGIA SUPREMA OLHANDO POR NÓS! E, PRINCIPALMENTE, JAMAIS SE AFASTE DELA!! 

Um dos pilares da Vida, tão importante como o ar que respiramos é a nossa FÉ! 

Com carinho, 

Renata 

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outubro 2, 2019

CAMPANHA OUTUBRO ROSA
Uma perguntinha simples: Já parou para pensar que se não fosse uma mulher, você não existiria? Isso sem falar nas horas de sua própria Vida que foram dedicadas exclusivamente para você!! ENTÃO, O MíNIMO QUE VOCÊ DEVE A ESSA MULHER É RESPEITO!!

Uma pequena história:

Duas mulheres em diferentes fases da Vida. Uma aprendendo com a outra a cada dia, dentro dos nossos desafios e aprendizados diários.

E aqui, destaco uma pergunta que recebi um dia desses: “Mas o que você pode aprender com uma criança?”
Respondi: ” Posso aprender como ser um Ser Humano de verdade e Amar incondicionalmente, está bom para você ou quer mais”? (Tá bom, reconheço que não foi uma resposta muito educada, mas vamos combinar, também não foi uma pergunta muito inteligente!).

Vamos lá:
O que nos une?
AMOR, RESPEITO E CUMPLICIDADE!
Infelizmente, palavras que andam em baixa ultimamente, mas mesmo assim, acreditamos, de todo nosso coração, que sem elas a Vida se torna praticamente impossível.
Assim, brincamos, sorrimos, choramos, conversamos, nos amamos, respeitamos e nos acolhemos todos os dias, perto ou longe, pois um sentimento verdadeiro não diminui com o tempo nem com o espaço.
E muito mais do que falar sobre câncer de mama, em Outubro, precisamos falar do desafio de ser mulher, pois isso é um dos fatores centrais que podem sim, levar a um diagnóstico positivo.
Procuro, além de levar a essas duas pequenas e lindas mulheres, muito amor (que, recebo em dobro, de volta, pois elas ainda possuem o coração leve, apesar dos seus desafios também.
Sim, as crianças precisam do mesmo respeito que um adulto, pois sentem na mesa medida.)
Dessa forma, te convido a lembrar, não só em Outubro, mas TODOS OS DIAS DA SUA VIDA QUE MULHER MERECE RESPEITO, COMO TODO E QUALQUER SER HUMANO, POIS A TRISTEZA, ANGUSTIA, DEPRESSÃO PODEM SIM, LEVAR A UM DIAGNÓSTICO POSITIVO.
Aprenda a ser um Ser Humano de Verdade!!

Com carinho,

Renata

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Contra os Gremlins do preconceito! 

 

Andando pela livraria, concentrada na busca por um livro, tive minha atenção roubada por uma senhora de sessenta e muitos anos, cabelos castanhos e uma FRANJA AZUL.

Na hora, meus olhos se fixaram na colorida franja e numa fração de segundos me peguei dentro de um plano preconceituoso e arcaico! Sai correndo dos meus “pensamentos condenatórios” e passei a admirar aquela mulher, que na sua tranquilidade, mal desconfiava do que se passava na parte pré – histórica da minha mente .

A observei por mais alguns minutos, enquanto minha admiração e respeito por ela aumentavam. Senti uma enorme vontade de me apresentar:” oi, desculpe incomoda-la, mas precisava agradecer por me fazer olhar e também me afastar do meu lado negro da força ( onde vivem os gremlins do preconceito) e assim, me fazer querer ser como você quando eu crescer, ou seja, me sentir confortável com minhas escolhas e decisões, seja um cabelo novo, um emprego novo, um novo amor, uma nova casa, uma nova vida.”

Mas segurei a onda, e simplesmente, sorri e falei boa tarde, quando nossos olhos se encontraram. Anos de psicologia, pós-graduações, cursos e um projeto de mestrado em elaboração, na área de desenvolvimento humano e ainda tinha essas recaídas toscas !

Bom, como tudo na Vida tem um lado positivo, sai da livraria muito grata, primeiro por me aceitar como sou, metade Luz, metade Sombra, mas principalmente, por saber que a Luz está com Força suficiente para me resgatar quando a sombra tentar dominar a área!

Compartilho essa experiência pois muito mais do que títulos, o que transforma uma pessoa é O RESPEITO DE UM SER HUMANO PELO OUTRO. GRATIDÃO a linda escola chamada Vida e aquela simpática senhora feliz!

Com carinho,
Renata 
 
 
 
 
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Mais forte do que as crenças que me limitavam…

(continua…)

Cinco da manhã. E lá estava eu na sala de meditação, joelhos no chão, olhos fixos na luz da vela e na imagem do porta retrato. Lágrimas nos olhos, mãos em prece e um receio no coração. Era o último dia dessa primeira semana, e embora soubesse que voltaria em seis meses, estava com medo de sair dali. De voltar para a relidade que me aguardava. Me sentia bem melhor, estava esperançosa, sem dúvida, mas não estava forte o suficiente, ainda, para voltar. 

Inclinei meu tronco até a testa tocar o chão e Entreguei minha Vida a Deus. Que Ele me indicasse por onde seguir. Sentei em posição de meditação, fiquei em silêncio e orei, como todo meu coração. 

 

A manhã foi muito gostosa, mas tudo se passou muito rápido, pois me entreguei tanto `a dinamica que realizamos que não senti o tempo passar. Após o almoço voltamos para o salão. Havia uma Energia diferente no ar. Sabíamos que iríamos embora e estavamos aproveitando as ultimas horas juntos com muita Empatia, Afeto e Integração. Os vínculos que criamos nesse local permanecem até hoje e não somos apenas pessoas conhecidas, que participaram de uma experiência em comum, somos irmãos de Alma, companheiros de caminhada pela Vida. E isso não tem preço. 

Aquela semana foi o marco inicial de toda mudança que ainda aconteceria em minha vida e eu não fazia idéia disso na época. Aliás, minha vida já havia começado a mudar, sem que eu soubesse. 

A dinâmica da tarde, que aliás, se extendeu até a noite, foi bem profunda (para variar um pouco). E lá fui eu, tocar as emoções escondidas dentro de mim. Descobri que possuia mais preconceitos e crenças limitantes do que eu gostaria de admitir. Tentando quebrar minhas resistências, fui até onde consegui naquele momento, pois precisava voltar com menos peso na alma e no coração. Durante as vivências, presenciavamos os desafios de cada um e nos apoiavamos mutuamente o que tornava tudo menos desafiador. 

Após o jantar, a noite foi fechada da maneira mais gostosa possivel. Cantamos, dançamos, conversamos, sorrimos, choramos, ou seja, nos permitimos ser Humanos, sem máscaras, sem nada nos impedindo de ser quem realmente somos, e isso é um dos melhores presentes que podemos nos dar. 

Fomos dormir já de madrugada, com o coração leve e repleto de Gratidão! 

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Como crianças na chuva…

(continua… A história completa está no blog do site : https://www.viversemaspas.com.br))

Tomei um banho quentinho e delicioso. Apesar de ter chegado gelada e encharcada no meu quarto, me sentia leve e feliz, como há muito tempo não sentia. Me troquei rapidamente pois a “brincadeira” na chuva atrasou um pouco meu horário e nosso ritmo era bem intenso, mas muito bom. 

Após o jantar ficamos aguardando pela decisão de realizar a atividade da noite ao ar livre (como havia sido planejado) ou seguir para o salão, pois ainda chovia muito, por isso, tinhamos praticamente certeza de que iriamos para um lugar fechado, mas como lá a maioria das coisas são planejadas para acontecer “fora da nossa zona de conforto” ( o que agradeço muito), seguimos para a atividade ao ar livre, ou melhor, “a chuva livre”. 

Estavamos com capas, guarda-chuvas e mesmo assim, molhados. Mas o que mais me chamou a atenção, foi o fato de que estavamos bem. Seguiamos na chuva e na lama, conversando e rindo. Esse foi um dos momentos especiais que passei nesse local. Eramos nós, apenas isso, procurando nos reencontrar, procurando nos libertar de nossas dores, crenças, inseguranças e tudo mais que acompanha essa turma. Estavamos sem nossas armaduras, sem máscaras. Estavamos livres, mas ainda não sabiamos disso. 

No meio de toda lama, uma amiga perdeu o chinelo, e lá fomos nós procurar. Outra amiga linda falou com um sorriso nos lábios: “e ainda estamos pagando por isso”. Nesse instante começamos a rir muito, uma risada libertadora, que doia a barriga e deixava a Alma leve. 

Confesso que nessa noite participei de “meia atividade noturna”, pois estava tão bem na bagunça da chuva com meus amigos que só isso já foi uma terapia de muitos meses. 

(Aqui faço uma apausa para lembrar a todos que esses momentos são essenciais para nossas vidas.  Brincar, sorrir, conversar com nossos amigos, são atividades que fazem parte de um conjunto de ferramentas essenciais para nossa saúde mental e emocional). 

A noite terminou na madrugada, e juro que não faço a mínima idéia, até hoje, como aquela atividade foi encerrada. Só me lembro que cheguei ensopada de novo no meu quarto, com os pés cheios de lama e muito, muito feliz. Peguei o telefone e deixei uma mensagem para meu amigo:” obrigada por salvar a minha vida. Te amo.”  

Após outro banho quentinho, já de madrugada, me sentei na cama e rezei. Precisava muito falar com Deus e sabia que ele estava me esperando. Para variar um pouco, chorei (baixinho para não incomodar minhas amigas que já haviam desmaiado), mas foi um choro de liberdade, de esperança e muita, muita, FÉ! 

(continua….)

 

 

 

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Uma Energia que me chamava…

Acordei no segundo dia me sentindo confusa. Uma mistura de felicidade, medo, insegurança, e também um novo sentimento, que até então estava bem tímido dentro de mim, a esperança. Alguma “coisa” em mim havia sido tocada. Algo que pedia por carinho e acolhimento há muito tempo. Hoje reconheço que era minha essêcia pedindo socorro, mas na época, ainda não fazia a menor idéia. 

O relógio marcava cinco da manhã. Lá fora estava frio e bem escuro ainda, mas mesmo assim, eu precisava sair e ir para a sala de meditação. Me sentia atraida por ela, por sua Paz e Tranquilidade. Levantei, peguei minhas coisas e segui para lá. Não havia ninguém ainda. Estavamos sós, apenas eu e ela, com suas flores, almofadas, colchonetes, velas e imagens. Por falar em velas, havia apenas uma acesa, iluminando um lindo porta retrato. Fiquei com uma enorme vontade de acender as demais mas me conti, afinal de contas, estava chegando agora, não conhecia as regras do local. Me ajoelhei em frente aquela linda imagem e comecei a rezar. Na verdade foi mais uma conversa do que uma oração. Mas foi uma das melhores conversas da minha vida (logicamente com algumas lágrimas). Não me lembro de ter chorado tanto como nessa semana, mas foi libertador! 

Terminei minha oração, fiz uma reverência, encostando minha testa no chão em sinal de entrega (como uma pessoa havia me ensinado no dia anterior). Entrega de pesos que não precisava carregar mais. Me levantei e sentei sobre uma almofada para meditar,  mas as velas apagadas ainda me incomodavam. Olhei para os lados, não havia ninguém. Levantei novamente, peguei uma caixa de fósforos que estava bem guardada atrás das flores a acendi as velas que faltavam. Agora sim, satisfeita, me virei para voltar a  almofada, mas dei de cara com uma das pessoas que trabalham no local. Fiquei vermelha de vergonha e congelada com a certeza absoluta de que levaria uma bronca (como criança que é pega no exato momento da arte realizada). 

Mas aquela pessoa simplesmente sorriu para mim (lógico que sentiu minha aflição, ela era praticamente palpavel), agradeceu por ter acendido as velas e seguiu até uma extremidade da sala sorrindo e se sentou em silêncio. Mergulhei na minha almofada, fechei os olhos e tentei meditar. Imagens vinham a minha mente, e eu podia ouvir meu coração ainda acelerado pela aventura que acabara de realizar. Meditar assim parecia impossivel. Então comecei a repetir em minha mente um mantra que havia aprendido no dia anterior. Aos poucos minha mente foi se acalmando e quando dei por mim, já haviam várias pessos na sala. 

Acompanhei as atividades da manhã me sentindo mais leve. Ao final, saimos para tomar o delicioso café da manhã. Nesse dia me permiti conhecer outras pessoas e conversar (como gente), ao contrário do primeiro dia, que passei dentro da minha concha. 

Após o café, partimos para o salão grande, onde assistimos a um filme muito interessante seguido por explicações maravilhosas da pessoa responsável pelo local. Aquela voz me trasmitia uma Paz deliciosa e as lágrimas escorriam livremente. Após as explicações fomos divididos em grupos para uma outra dinâmica, onde tive que “conversar” com sentimentos e emoções até então escondidos dentro de mim…(continua…)

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