Com base na minha formação como Psicóloga e Advogada, nos dados abaixo e nas constatações do próprio dia a dia, desenvolvi uma área de acolhimento, apoio e reestruturação emocional e patrimonial para mulheres vítimas de violência física, emocional e psicológica. Estamos vivendo um período absurdo, onde ainda somos vistas como objetos descartáveis se não correspondermos mais `as necessidades e desejos do outro.

Essa área começa atuar `a partir do dia 07/01/2019, mas já estou recebendo contato de mulheres que ficaram sabendo dessa preparação e gostariam de ser ajudadas pois não aguentam mais viver assim, sob ameaça.

2018, como a própria mídia se refere foi “ o ano das mulheres”. Tal afirmação se baseia na coragem de muitas mulheres em lutar pelos seus direitos, apesar de tudo e de todos.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, foram registradas no primeiro semestre de 2018 quase 73 mil denúncias.

De acordo com o projeto Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha (IMP), a cada 7,2 segundos uma mulher sofre agressão física no Brasil (isso porque não foi feita menção a agressão psicológica que é realizada diariamente também e de forma velada). Hoje, portanto, com base nas pesquisas, 12 mil mulheres serão agredidas. Outras 33 mil sofrerão ofensas verbais e mais de 5 mil serão ameaçadas com facas ou armas de fogo. (dados do evento Acesso à Informação e Violência Contra as Mulheres, realizado no dia 23 de agosto de 2018 no IEA-USP).

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/08/brasil-registra-606-casos-de-violencia-domestica-e-164-estupros-por-dia.shtml ( dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que segundo a Socióloga Samira Bueno, diretora-executiva do mesmo,  “o Brasil precisa se envergonhar perante outras nações por ostentar taxas de homicídio tão altas … a violência contra a mulher tem que ser questão central para se debater inclusive o desenvolvimento.”

 “É necessário abrir outras portas de auxílio para as mulheres, tendo em vista que a ação da polícia é limitada e raramente encaminha as vítimas para serviços complementares. “Isto faz com que as mulheres cresçam, se eduquem e se desenvolvam sendo humilhadas, menosprezadas e intimidadas”, argumentou. “Portanto, as delegacias da mulher são insuficientes para protegê-las.” (Wânia Pasinato, assessora técnica do USP Mulheres e membro do grupo de pesquisa Direitos Humanos, Política, Memória e Democracia do IEA).

Bem vindas (os) ao novo módulo: Lute Pela Sua Vida! 

Com carinho,

Renata